Claúdio Araújo dos Juvenis 1 ruma aos nacionais de futebol
O Jovem Sub/17 já tem pré acordo com o FC Famalicão. Muito se tem discutido sobre a temática da formação de jovens jogadores, o que se deve fazer, o que não se deve fazer, como se deve fazer, como não se deve fazer, os princípios que devem reger o processo e essencialmente a dicotomia entre ensino e ganhar. A beleza do futebol é que este não é uma ciência exacta, o mesmo processo conduzido por pessoas diferentes, pela mesma pessoa num grupo diferente ou numa idade diferente, ou mesmo num contexto cultural diferente, raramente, ou diria mesmo nunca, leva ao mesmo resultado. Por isso tudo o que se estuda e se afirma no futebol pode ser ou não uma verdade que leva a atingir os resultados pretendidos. O importante será que cada formador tenha o máximo de informação relevante acerca do assunto e confronte as opiniões com a sua experiência e adeque a sua maneira de trabalhar ao que acha correto. O processo formativo do jovem jogador de futebol torna-se assim um processo nem sempre linear com bastantes variáveis, umas manipuláveis, tais como o modelo formativo do próprio clube, o espaço de treino e o processo de treino, outras menos manipuláveis, tais como a personalidade do jogador, a personalidade do treinador, o grupo de treino e o ambiente competitivo onde se encontram inseridos. Ponto fundamental na formação de qualquer jogador, seja ele bastante competitivo ou menos competitivo. É neste ambiente, de competição, que o jogador terá estímulos diferentes do treino, irá competir contra jogadores diferentes, com características diferentes das que está habituado em treino, terá de criar estratégias diferentes para ultrapassar os “problemas” que lhe são apresentados, sentirá o que é a competição, sentirá que já há público a assistir e a apoiar por uma ou outra equipa, sentirá pressão. Apenas treinar e jogar para ganhar também, a nosso ver, não se torna produtivo. É estar-se a queimar várias etapas da formação do jovem jogador. É muito provavelmente estar a deixar de fora os menos competitivos apenas na procura do resultado. É formatar os jovens jogadores para o resultado, sendo que muitas vezes os estarão a condicionar a no futuro ficarem frustrados se não ganharem, deixarem de gostar do jogo e desistirem. O ideal torna-se assim um meio termo entre as duas, a criação de uma mentalidade vencedora, tendo ao mesmo tempo a intenção do ensino do jogador, providenciando desde cedo intensidade no treino, competição e mentalidade de superação, de evolução. Ainda temos uma cultura predominante onde o atleta e seus Encarregados de Educação escolhem onde jogar, pelo nivel competitivo das equipas e lugares nas tabelas competitivas, porém está provado que o processo de integração e aprendizagem na formação poder ser o denominador mais forte e importante na formação de um jovem atleta. O caminho é fundamentalmente acreditar no processo, e nunca nos deixar-mos pressionar pela cultura externa resultadista, as tabelas classificativas a revolta da derrota ou o delirar da vitória. No processo formativo do Vilaverdense FC, senti-mos, vindo "de fora", a tendência de atribuir ao resultado desportivo uma conotação negativa a todo o processo e aos que asseguram! A missão do clube é clara, potenciar atletas como prioridade dentro de um processo. A prova que estamos no caminho certo está aqui: Juvenis - Lutam por não descer, convocado 1 atleta para a seleção distrital AF Braga de Sub/17 e um contratado para jogar nos nacionais de futebol. Iniciados - Na "linha de água" convocado 1 atleta para seleção distrital Sub/13. Infantis - Competem a meio da tabela, 1 atleta convocado para a seleção de Sub/13. Qual ciência exata Qual Quê...interessa sim o processo e acreditar nele!
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